Muita ambição na mão inapta.
embaralho nesse mental borrão
É comovente, senão oposto desprezível
pesa e fere porque é sobrecarrego demais
à mão que não pode carregar
e nega o dejeto de sua ambição
frustração consequente, é a pior das dores
corrói doendo fino a dor da dor
esbraveja inquieta, esperando o conformismo
que esse, ah esse enfaticamente não chega a esmo
- pois que a essa dor, antes aquilo do que isso. Pois antes adiem de qualquer jeito
e adia em forma de poesia mal posta
d es
composta, d e com posta
com suas mãos inadequadas
já frustrada
já sinceramente quase insensível aos pontos íngremes
das evolutivas tentativas revolucionárias
sem lembrar de encantos antes mal abrigados
continuam sendo desgraça, são brincadeiras de mal gosto
para com quem se dá o pouco luxo de ter compaixão
à cobiça ociosa, de mãos inaptas
porém tão somente ambiciosas.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Subjetivismo de menininha
Toda menininha tem um sonho cafona
um sonho clichê
um desejo doce demais
tão doce que antes açúcar fosse
Ai, pois é rimado demais
acabo realmente por crer
que é do estrogenio
o poder da ser ilusão
altruísta através daquilo
que se bem sabe o seu repetido nome
que me reservo ao não proferir
porque é de bamba que se faz as pernas
é por previsibilidades bobas o que se espera
desse por horas, bendito nome.
Por bendito nome constrói-se
Patrimônios, um matrimônio metafísico
faz-se fértil delírio , um livro
de histórias que provável
jamais hão de existir, coexistir
As menininhas e seus sonhos cafonas
conscientes na profundeza dos seus mares sintetizados
de rosas, de beijinhos, de afins, os sempre, mesmos carinhos
sabem do que não passa o bendito nome
de um cavalheiro sacana, um verdadeiro Cavaleiro
de quem fazem questão de serem damas
ignorando sua falta de educação
ao menos em seus devaneios.
Devaneios de menininha,
auto-flagelo mental
abrem buracos adentro
imperceptíveis na criação do momento
o reles momento do espetáculo da criação.
E alego, enfatizo "Não há exceção!",
toda a menininha tem um sonho cafona
um sonho clichê
um desejo doce demais
ode aos carboidratos quase letais
sofrer desse rimado exagerado
sentir repetidamente o nome desta bem e maldita coisa
faz-se necessário
pois é o único dito significado onipotente da vida,
esse é o doloroso e aconchegante - e finalmente
proferido - Amor.
Agora sim! Pode-se debochar em paz
da cara dos que amam.
um sonho clichê
um desejo doce demais
tão doce que antes açúcar fosse
Ai, pois é rimado demais
acabo realmente por crer
que é do estrogenio
o poder da ser ilusão
altruísta através daquilo
que se bem sabe o seu repetido nome
que me reservo ao não proferir
porque é de bamba que se faz as pernas
é por previsibilidades bobas o que se espera
desse por horas, bendito nome.
Por bendito nome constrói-se
Patrimônios, um matrimônio metafísico
faz-se fértil delírio , um livro
de histórias que provável
jamais hão de existir, coexistir
As menininhas e seus sonhos cafonas
conscientes na profundeza dos seus mares sintetizados
de rosas, de beijinhos, de afins, os sempre, mesmos carinhos
sabem do que não passa o bendito nome
de um cavalheiro sacana, um verdadeiro Cavaleiro
de quem fazem questão de serem damas
ignorando sua falta de educação
ao menos em seus devaneios.
Devaneios de menininha,
auto-flagelo mental
abrem buracos adentro
imperceptíveis na criação do momento
o reles momento do espetáculo da criação.
E alego, enfatizo "Não há exceção!",
toda a menininha tem um sonho cafona
um sonho clichê
um desejo doce demais
ode aos carboidratos quase letais
sofrer desse rimado exagerado
sentir repetidamente o nome desta bem e maldita coisa
faz-se necessário
pois é o único dito significado onipotente da vida,
esse é o doloroso e aconchegante - e finalmente
proferido - Amor.
Agora sim! Pode-se debochar em paz
da cara dos que amam.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Ser para si
Desgastando-se furiosamente
em tons pastéis
a cara de paisagem, olha
a cara de paisagem
desgastando-se calada,
curiosamente insensível
ao ataque internado
nesse hospício seu
Imaginada insanidade , Impura
apura os fatos excitada
inventando de uma psicose
ataque soberbo
pintura dramática,
por dentro só tons dramáticos
nos vermelhos, vinhos, amarelos queimado
alastra disposição pitoresca
e tosca eleva ego fosco
ocultamente grosseira
ao concentre do pensar
que se é a única coisa relevante
que é, que sou , que é.
Vômitos ao final do processo.
enjoa de tanto que se é
intensamente para si.
Próximo! onde estais?
em tons pastéis
a cara de paisagem, olha
a cara de paisagem
desgastando-se calada,
curiosamente insensível
ao ataque internado
nesse hospício seu
Imaginada insanidade , Impura
apura os fatos excitada
inventando de uma psicose
ataque soberbo
pintura dramática,
por dentro só tons dramáticos
nos vermelhos, vinhos, amarelos queimado
alastra disposição pitoresca
e tosca eleva ego fosco
ocultamente grosseira
ao concentre do pensar
que se é a única coisa relevante
que é, que sou , que é.
Vômitos ao final do processo.
enjoa de tanto que se é
intensamente para si.
Próximo! onde estais?
domingo, 6 de julho de 2008
Explorando o ato de desconsiderar, com bons olhos.
Desconsiderar é esse algo
algo sem tédio
fazer da grosseria uma delicadeza
sem coisas ruins factualmente
prazer talvez
talvez algo menos caloroso
vez tal que com gélidos braços estende-se
um abraço inexistente
jamais ao desejo de existir
neologismando sentimentos
inviáveis, imprevistos, impedidos
de qualquer ato feliz de reflexão
de refletir, pois tal desconsiderado
não é desmerecedor de nada
é simplismente um espelho oxidado.
inútil, por assim ver.
algo sem tédio
fazer da grosseria uma delicadeza
sem coisas ruins factualmente
prazer talvez
talvez algo menos caloroso
vez tal que com gélidos braços estende-se
um abraço inexistente
jamais ao desejo de existir
neologismando sentimentos
inviáveis, imprevistos, impedidos
de qualquer ato feliz de reflexão
de refletir, pois tal desconsiderado
não é desmerecedor de nada
é simplismente um espelho oxidado.
inútil, por assim ver.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Como ser profundo
Palavras corridas, escorridas, comidas
com dó, cuspidas no breu
um nó, leva, leva, agride no traz, não traz
minha complacência garrancha
escrita na curva do curso
na poça de lágrimas (mentira) sobre o papel
um derrapão , um rasgo confidencial
de esqueletos paradoxais, politismo fajuto e fixações anais
inclusas nessa alusão a qualquer drama
que esconde um sentimento ralé
a todos os sinceros pouco, pouco importa.
Odeie ao próximo, odeie aos próximos
tão desinteressados, tão mal amados
igualmente a você e pedem para nao generalizar.
pois então generalize
com dó, cuspidas no breu
um nó, leva, leva, agride no traz, não traz
minha complacência garrancha
escrita na curva do curso
na poça de lágrimas (mentira) sobre o papel
um derrapão , um rasgo confidencial
de esqueletos paradoxais, politismo fajuto e fixações anais
inclusas nessa alusão a qualquer drama
que esconde um sentimento ralé
a todos os sinceros pouco, pouco importa.
Odeie ao próximo, odeie aos próximos
tão desinteressados, tão mal amados
igualmente a você e pedem para nao generalizar.
pois então generalize
domingo, 29 de junho de 2008
O meu melhor palhaço
Pelos cantos lotados apalpo a sensação de nunca ser alvo do auto-desapontamento.
Mas que besteira, vou me deixando acreditar nas momentaneidades. Gafes e comicidades, tudo livre de preconceito.
Faço questão de velhas piadinhas à parte. Montando os diálogos do monólogo, rindo encontro verdade na minha graça que estanca em seu limite raso, surtindo um efeito particular na própria autora. Ai! E essa, talvez coitadinha, bate palmas com um sorriso besta pedindo mais, constrói um espetáculo no seu ego.
Perambulando por minha vida relativamente sem sal o meu melhor palhaço mente para mim dizendo que não tem medo de enfim... não teme todas essas bobagens que falam por aí, dando uma cambalhota, disfarçando e fingindo quedas a cada uma delas. Sempre mostrando a disposição de me fazer rir das peripécias que tanto matutam a sua rotina, amacia a aspereza que eu mesma inventei ao meu caminho.
Sou o meu melhor palhaço e tenho essa única virtude a admitir.
Faço questão de velhas piadinhas à parte. Montando os diálogos do monólogo, rindo encontro verdade na minha graça que estanca em seu limite raso, surtindo um efeito particular na própria autora. Ai! E essa, talvez coitadinha, bate palmas com um sorriso besta pedindo mais, constrói um espetáculo no seu ego.
Perambulando por minha vida relativamente sem sal o meu melhor palhaço mente para mim dizendo que não tem medo de enfim... não teme todas essas bobagens que falam por aí, dando uma cambalhota, disfarçando e fingindo quedas a cada uma delas. Sempre mostrando a disposição de me fazer rir das peripécias que tanto matutam a sua rotina, amacia a aspereza que eu mesma inventei ao meu caminho.
Sou o meu melhor palhaço e tenho essa única virtude a admitir.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Valquíria queria flores mas nao tinha niguém por perto que a concedesse uma pétala de flor, quem diria um ramalhete, ou algo assim?! Valquíria vivia sentada na sua cadeira de balanço, envelhecia balançando pra lá e pra cá. E eis que continuava envelhecendo, balançando pra lá e pra cá, pra lá e pra cá. Não sabia fazer crochê não houve tempo de aprender, nem a disposição de ninguém para ensina-la. Valquíra queria ser vó, pensava nessa hipótese de vez enquando porém nem filhos pariu pra criar pois procriar era uma oportunidade inexistente em sua vida.
Valquíria vivia assim, solitária, sem amores, sem filhos. Nao sabia bem o porquê, mas lá estava ela, depois de longos anos mastigando as lembranças de sua jornada indiferente. Por onde tinha andado Valquíria? Talvez nem ela mesmo soubesse, andou tão aquém da vida, tão pensativa, que quando percebeu já estava em sua atual cadeira de balanço velha igual a ela, cansada de balançar, rangir e atritar sobre o solo.
A velha Valquíria, certo dia, olhou para o céu e pediu
"DAI-ME ALGUMA COISA PORFAVOR"
fez-se chuva, trovejou. Valquíria e casa, morro abaixo desabaram.
Valquíria vivia assim, solitária, sem amores, sem filhos. Nao sabia bem o porquê, mas lá estava ela, depois de longos anos mastigando as lembranças de sua jornada indiferente. Por onde tinha andado Valquíria? Talvez nem ela mesmo soubesse, andou tão aquém da vida, tão pensativa, que quando percebeu já estava em sua atual cadeira de balanço velha igual a ela, cansada de balançar, rangir e atritar sobre o solo.
A velha Valquíria, certo dia, olhou para o céu e pediu
"DAI-ME ALGUMA COISA PORFAVOR"
fez-se chuva, trovejou. Valquíria e casa, morro abaixo desabaram.
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